Sobre o exerc=EDcio da hipocrisia
H=E1 alguns tempo publiquei um tratado sobre a hipocrisia na pol=EDtica.
Mostrava que era imposs=EDvel a qualquer governo atuar sem recorrer =E0
hipocrisia. Mais ainda no Brasil, onde a precariedade institucional
elevada.
Mas duas hipocrisias chocam pelo excesso.
A primeira, a maneira como est=E3o fritando o Geraldo Alckmin agora,
comparada ao jogo hip=F3crita das =FAltimas elei=E7=F5es, em que se
tentava
vend=EA-lo como o grande gerente. Experimentei na pele a dificuldade que
era dizer o =F3bvio: que Alckmin era um administrador sofr=EDvel. Agora,
virou a pr=F3pria Geny, nos mesmos ve=EDculos que o incensavam.
A segunda, o mea culpa dos intelectuais que foram na onda do neocon e
do anti-lulismo exacerbado. O o****tunismo de atender =E0 demanda de anti-
lulismo da m=EDdia, recorrendo a um pensamento preconceituoso e radical,
j=E1 foi vergonhoso. Voltar atr=E1s agora, que o efeito manada vai em
outra dire=E7=E3o, =E9 duplamente vergonhoso. S=F3 est=E3o faltando beijar
=
o
Lula na boca.
Nunca foi t=E3o presente aquele artigo do Luiz Fernando Ver=EDssimo, um
cl=E1ssico, em que dizia da p=E9ssima companhia em que ficaria, se
entrasse na onda.
Outro dia, um comentarista =96 n=E3o me lembro se o Jo=E3o Verg=EDlio =96
f=
alou
do refluxo desse neo-conservadorismo na USP. Passou a onda, ficou o
cheiro. Intelectuais respeit=E1veis, da USP e da Unicamp, carregar=E3o
pelo resto da vida, na sua biografia, o fato de que, um dia, ficaram
lado a lado com o pior esgoto que o jornalismo brasileiro produziu em
muitas e muitas d=E9cadas.
Agora, esse jogo ficou reduzido a meia d=FAzia de pessoas que comp=F5em o
Clube da Auto-Ajuda: "eu te chamo de g=EAnio, voc=EA me chama de g=EAnio,
e
mandemos os escr=FApulos e o rid=EDculo =E0s favas".
enviada **** Luis Nassif


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